28/01/10

"qualidade + classicismo = LUXO "

É para este público crítico e exigente que os designers desfilam looks depurados que parecem voltar a cápsula do tempo. Alber Elbaz para Lanvin, coleção comedida de uma elegância extrema ou na super luxuosa da dupla Dolce e Gabbana, repleta de peles e brilhos, peças sem nenhuma repreensão na construção, é a prova que o LUXO nunca irá morrer. Bebendo inspiração nos 20's e no surrealismo de Elsa Schiaparelli, com tecidos pouco usuais e através de modelagens inovadoras na combinação de materiais como brocados, cashmere, devoreé com veludo ou cetim, tweeds enrrugados, georgettes plissados, amassados, crackelados. Mesmo se falando em crise, esta não deverá afetar a criatividade deste cocktail entre o passado e o futuro.
Do "new look" de Dior ao "litle black dress" de Givenchy, há uma ironia quando os criadores dizem que a Moda está constantemente a ser reinventada, porém, continuam a mostrar as mesmas formas e tendências de décadas passadas. Os criativos estão sintonizados com uma indústria onde os consumidores são extremamente exigentes, muitas vezes não deixando ao Designer definir as regras.
Na última Fashion Week de São Paulo, pudemos observar e falta de um público exigente,  aquele que influi, o que vimos, além das apresentações um casting de modelos 'mortas", cabides sem vida, nossos editores com bocejos de um cansaço e um ranço interminável na busca de alguma marca que apresentasse alguma criação ao invés de simplesmente a feitura de roupas.
Mas, daqui a algum tempo vamos compreender que se não tivessemos passado por este momento, não avançaríamos. O espetáculo não pode  parar, a Moda também não.

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